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Crítica

Crítica: A Toda Prova

Steven Soderbergh segue estratégias bastante interessantes em suas produções. Ou ele consegue convencer um grande elenco para seus filmes, como aconteceu na trilogia Onze Homens e Um Segredo, ou, na busca por mais realismo, escolhe protagonistas que não tiveram nenhuma experiência em atuar. Foi o que aconteceu em Confissões de uma Garota de Programa, quando contratou a famosa estrela pornô Sasha Grey.

Em A Toda Prova, o cineasta usa as duas estratégias, reunindo grandes nomes como Michael Douglas, Antonio Banderas, Ewan McGregor, Michael Fassbender, entre outros, com a lutadora de MMA e musa Gina Carano, sem nenhuma experiência em atuar, mas a escolha ideal para um filme que usa e abusa de combates corporais.

Carano dá vida a Mallory Kane, uma agente que trabalha para uma organização especializada em resgatar reféns. Porém, Kane é traída pelo seu próprio grupo e se torna um alvo. A agente usará toda as suas habilidades que aprendeu para combater os responsáveis que a criaram.
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Crítica: Espelho, Espelho Meu

Espelho, Espelho Meu é a primeira das duas adaptações que veremos sobre Branca de Neve. Diferente da versão estrelada por Kristen Stewart, que mostra a personagem como uma guerreira, esta versão dirigida pelo indiano Tarsem Singh, segue o mesmo estilo de contos infantis apresentando apenas algumas mudanças. Fica claro a proposta da Relativity Media de atrair o público-família, e não o público juvenil-adulto.

Aqui, a comédia, cores e figurinos extravagantes são o que mais chamam a atenção. Na trama, o Rei (Sean Bean) está viúvo e cuida sozinho da sua filha, a princesa Branca de Neve (Lily Collins). Porém, ele é seduzido pela Rainha Má (Julia Roberts) que tem o único objetivo de assumir o seu reino, e planeja a sua morte. Sozinha, Branca de Neve cresce sob maus tratos e precisa recuperar o reino que está em pobreza por conta das atitudes egocêntricas da Rainha. Se sentindo ameaçada, a Rainha pede para o seu serviçal (Nathan Lane) que mate Branca de Neve. Mas ele apenas a deixa sozinha na floresta. No meio do nada ela conhece os sete anões que atuam como saqueadores do reino e acabam acolhendo e ensinando a princesa a se defender.

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Crítica: Jogos Vorazes

Com uma estratégia de publicidade péssima de sua distribuidora, Jogos Vorazes, está sendo vendido como uma nova saga Crepúsculo e possível concorrente para superar a bilheteria de Harry Potter. Bem, a única semelhança entre essas três sagas é somente por serem livros bem sucedidos, e com estética para virar filme, o que virou praxe hoje em dia pelos escritores, que até antes de escreverem o livro, já tem seus direitos comprados pelos estúdios.

Como obra literária, e agora indo para o cinema, Jogos Vorazes, talvez seja a franquia jovem mais interessante. A trilogia criada por Suzanne Collins faz uma abordagem crítica (embora rasa) da sociedade, trazendo dilemas e questionamentos dos personagens, sendo algo bem mais maduro.
A trama se passa em um futuro pós-apocalíptico onde um país foi dividido por 12 distritos, estes são comandados pelo Capital, a chamada classe dominante, que promove anualmente um reality show chamado Jogos Vorazes, em que dois jovens do sexo masculino e feminino de cada distrito são sorteados para lutarem até sobrar apenas um. Katniss Everdeen (Jennifer Lawrence) se oferece como tributo no lugar da escolhida irmã Primm (Willow Shields). Com ela, é escolhido Peeta Mellark (Josh Hutcherson) como os tributos do Distrito 12, o mais pobre de todos e o que mais sofreu com a tal rebelião com o Capital, que em represália organizou esses jogos.

Em tempos em que os reality shows são uma verdadeira febre entre o público, com o chamado pão e circo (não é a toa que o nome do país do filme se chama Panem = panem et circenses), o roteiro escrito pela própria Collins em conjunto com Billy Ray e o diretor Gary Ross, está repleto destes simbolismos e críticas sutis com este público que se diverte ao ver jovens se matando, enquanto nós aqui nos divertimos e nos necessitamos de ver a mesma barbárie, mudando apenas o contexto com o Big Brother.
Se há semelhanças entre este longa e o japonês Battle Royale, é apenas em sua estrutura. Mas bem antes, o longa O Sobrevivente, estrelado por Arnold Schwarzenegger, já falava do mesmo tema.

Crítica | John Carter – Entre Dois Mundos

Depois de Brad Bird sair das animações e fazer um ótimo trabalho em Missão: Impossível 4, outro renomado diretor da Pixar repete o caminho de Bird, e assim como o colega, faz sua estreia com o pé direito. Porém, a missão de Andrew Stanton (Procurando Nemo, Wall-E) não foi das mais fáceis.

Após inúmeras tentativas e desistências de estúdios, parecia impossível uma adaptação de John Carter para as telonas. Criado em 1912 por Edgar Rice Burroughs (autor de Tarzan), a obra pouco conhecida pelo público atual é uma mistura de ficção científica, aventura, faroeste e muita ação. Para quem não conhece a obra, pode achar que é uma cópia de Star Wars ou até Avatar de James Cameron, mas as duas produções se inspiraram nesta série de livros de Burroughs.

Com ajuda de Mark Andrews e Michael Chabon no roteiro, Stanton demonstra todo um cuidado com a história que apesar de alguns deslizes agrada do início ao fim. Fica também uma homenagem ao próprio escritor que atua como o narrador de todo o enredo.

Crítica | Poder Sem Limites

Antes de tudo, esqueçam que Poder Sem Limites é um novo Bruxa de Blair ou Atividade Paranormal, filmes que usam a estética de falso documentário. Em seu primeiro trabalho no cinema, Josh Trank realiza um trabalho ousado e diferente dos filmes citados, usando a câmera de mão e tremida para dar um aspecto de mais realidade, se assemelhando por exemplo a Cloverfield.

O longa poderia muito bem seguir o estilo tradicional, pois até conta com um bom orçamento, mas o aspecto então amador dá uma veracidade e uma proximidade com os protagonistas.

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