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Crítica: Melancolia

Existem filmes de fim de semana, aqueles apenas para entreter e só. Porém, a verdadeira obras significativas, que merecem ser vistas, revistas, analisadas e estudadas. É o caso de Melancolia, drama dirigida pelo polêmico Lars Von Trier.

O longa mostra a depressão e sofrimento de uma personagem entregue a dor.

Corriqueiro nos filmes do cineasta, a fita é dividida em três partes. A primeira é focada no casamento de Justine (Kirsten Dunst), uma jovem que tinha todos os motivos para ser feliz ao lado do marido Michael (Alexander Skarsgard). Mesmo com o apoio da irmã Claire (Charlotte Gainsbourg) e do seu cunhado John (Kiefer Sutherland), a noiva se sente perdida e vazia, com um sentimento forte de tristeza que a levará a depressão.
Paralelo a isso, acompanhamos já na segunda parte, a chegada do planeta Melancolia, que pode trazer eventos catastróficos para a Terra. Enquanto isso, acompanhamos Justine afundada na depressão, e sua irmã Claire, tendo que lidar com crenças e descrenças sobre a vida.
Como disse anteriormente, Melancolia não é um longa fácil de ser assistido. A maneira quase documental que é apresentada o filme nos coloca dentro do mundo de Justine e Claire.
Falando na duas personagens, os trabalhos de Kirsten Dunst e Charlotte Gainsbourg são espetaculares. A primeira, justifica o prêmio de melhor atriz em Cannes, pela tamanha realidade e detalhismo em viver uma depressiva. Sentimos em cada cena, a dor de Justine. Já Gainsbourg, embora tenha faltado um pouco mais de profundidade, consegue desempenhar um ótimo trabalho. Vale também ressaltar, a presença séria e dura de Kiefer Sutherland, que contribui para um momento importante na história.
No aspecto técnico, impossível não comentar a sequência inicial da trama em meio a trilha de Richard Wagner, com o uso da câmera lenta e a fotografia linda e irretocável. Outra cena linda e de arrancar elogios, é quando vemos Justine em uma nudez emocional, observando o planeta vindouro e satisfeita com a chegada do fim do mundo. O cenário em volta é magnífico e embora linda, transborda a tristeza e desolação de Justine.
O resultado que Melancolia nos deixa, é de uma metáfora sobre a depressão, que após a sequência final nos dá um momento de reflexão. Para os que pensam que o longa é fatalista, é melhor rever que tudo que faltava para Justine e Claire era uma reunião familiar, uma relação de irmãs. Atentem para última parte do longa.

NOTA: 9,0/10

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