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Crítica | Contra o Tempo

Contra o Tempo, novo filme de Duncan Jones, filho de David Bowie, apresenta uma ideia interessante e que tinha tudo para ser aquele filme discutido durante anos, como está acontecendo com A Origem. Porém,  o diretor que ainda precisa de um pouco mais de experiência, cometeu algumas falhas na condução do filme que são bem notadas no decorrrer da história.

A trama é centrada em um programa experimental do governo americano chamado de Código Fonte. É quando conhecemos o Capitão Colter Stevens (Jake Gyllenhaal), um veterano de guerra do Afeganistão que acredita estar em uma corriqueira missão, mas, percebe que está envolto em algo muito maior. O programa faz com que reviva constantemente um ataque terrorista que explodiu um trem em Chicago até que consiga encontrar o responsável pelo crime.
Stevens assume a identidade de uma das vítimas e tem apenas oito minutos para descobrir o que aconteceu, contando com a ajuda da oficial Goodwin (Vera Farmiga), que se comunica com o capitão através de um monitor.

Escrito pelo desconhecido Ben Ripley, o longa começa muito bem e deixa o telespectador preso na história. Contudo, a partir da segunda metade da fita, ela começa a apresentar seus deslizes. Se foi planejado ou não, a partir dos erros visíveis de conexão de uma ideia e outra, somos jogados para um embate sobre ética, com críticas sobre a guerra do Afeganistão e sobre a vida (se falar mais do que isso, soltarei spoilers).

Os erros que citei no parágrafo anterior vem justamente no que o longa apresenta de início e no que ele desencadeia. Ficamamos entendidos de que o Código Fonte não pode mudar o passado, então, nada pode ser criado ou mudado a partir daí, já que Stevens está na mente de um morto. Porém, um simples soldado começa a recriar tudo e perceber que pode recriar situações e mudar acontecimentos se torna algo incoerente. Isso fica visível no desfecho quando o filme tenta dar aquele final poético para justificar todos os acontecimentos anteriores.

Contra o Tempo é uma ficção-científica regular. Aborda temas e discussões interessantes, mas faltou uma mão forte na direção e um roteiro mais construído. Mas é inegável que Duncan Jones é um diretor talentoso e tem muito a crescer.

NOTA: 7,0/10

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