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Crítica: Conan – O Bárbaro

Depois de quase 30 anos longe do cinema, Conan – O Bárbaro, retorna em uma produção genérica que nem de longe lembra o filme estrelado por Arnold Schwarzenegger, de 1982.

Com o mesmo título do longa de 82, Conan – O Bárbaro, não pode ser considerado de maneira alguma um remake. O filme dirigido pelo estiloso Marcus Nispel, passa longe do universo dos quadrinhos e pega apenas alguns elementos tradicionais do personagem.

O começa da fita até homenageia de certa forma a obra original, mostrando o jovem Conan aprendendo com o seu pai Corin (Ron Perlman) a arte de ser um verdadeiro cimério. Contudo, sua aldeia é atacada pelo maléfico Khalar Zym (Stephen Lang) que busca reviver sua esposa feiticeira juntando partes de uma antiga máscara. No ataque, apenas Conan sobrevive e promete a si mesmo se vingar da morte do pai.
A partir daí, comecei a criar uma certa afeição pela trama. Principalmente, quando Jason Momoa entra em cena como Conan na fase adulta. Vemos um personagem bem parecido com o da HQ, destacando sua agilidade como guerreiro e ladrão. Momoa, tem carisma e se sai bem nas cenas de ação demonstrando que trabalhou em quase todo o filme sem usar dublês. Porém, o ator se envolveu com a produção errada e o roteiro errado.
A história escrita pela dupla Thomas Dean Donnelly e Joshua Oppenheimer, que assinaram recentemente o pífio Dylan Dog, é totalmente sem ritmo e cansativa. Em nenhum momento, vemos uma cena marcante ou cenas de luta estilosas e empolgantes como vemos no original. Nesta adaptação, o que se pôde ver foi uma cópia barata de Piratas do Caribe versão ciméria. Atentem para uma cena de ataque em um navio totalmente inspirada na produção da Disney!!!
O roteiro ainda se perde em não saber usar corretamente os personagens. Os dois vilões da trama, Khalar Zym e sua filha Marique (Rose McGowan) estão muito exagerados e não conseguem convencer em cena.
Como todo filme de herói precisa ter uma mocinha, em Conan – O Bárbaro, temos a presença fraquíssima de Rachel Nichols como Tamara, servindo apenas para mostrar o lado bonzinho de Conan enquanto não está dilacerando seus inimigos.
Enquanto no longa de 82 tínhamos uma trilha sonora pulsante de Basil Poledouris, nesta refilmagem vemos uma trilha totalmente fria e sem energia. Tyler Bates, que fez uma boa trilha em 300, aqui apenas tenta recriar a composição de Poledouris e erra feio!
Para não ser injusto, há duas coisas boas no filme. O visual do Conan ficou bacana, assim como dos cimérios na sequência inicial. Outro ponto que merece um pouco de destaque são os cenários e tomadas aéreas de algumas cenas que chegam a agradar.
No mais, Conan – O Bárbaro foi mais uma falha e forçada tentativa de Hollywood em reviver um herói do passado. Incrível como os cartazes inspirados em Frank Fazetta e um trailer que parecia demonstrar uma superprodução, não passaram apenas de uma maquiagem para apagar a grosseria que foi esta produção.

NOTA: 4,0/10

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