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Crítica: Cowboys & Aliens

Cowboys & Aliens surgiu como uma das principais produções do ano. Não era de menos, já que o longa contava com a direção de Jon Favreau, responsável por uma das melhores adaptações de HQ dos últimos anos, Homem de Ferro. Ficava a pergunta, se o diretor repetiria o sucesso nesta fita, mas infelizmente a produção não convence.

Favreau possuía um alto orçamento, uma equipe que contava com os cineastas Steven Spielberg e Ron Howard na produção, e uma penca de roteiristas que incluía o talentoso Damon Lindelof, da série Lost.

Porém, o que se vê em tela é uma produção regular, beirando algumas vezes no mais do mesmo e sem nada de interessante. A temática de faroeste e aliens é pra lá de conhecida e usada, porém, juntá-las, seria uma novidade positiva, mas não aconteceu.
O longa começa muito bem. Na trama, conhecemos Jake Lonergan (Daniel Craig), que acorda no meio do deserto com amnésia e possuindo um bracelete metálico de origem desconhecida. Quando se depara com alguns habitantes locais, Jake descobre que está sendo procurado por um roubo de ouro pertencente ao Coronel Dolarhyde (Harrison Ford), mas a misteriosa Ella (Olivia Wilde) afirma que o conhece e que ele está ali para outro propósito.

Quando o vilarejo é atacado por naves alienígenas, Jake descobre a origem de seu bracelete e parte para ajudar os moradores a descobrir o porquê desse ataque, ao mesmo tempo, que pretende recuperar sua memória.

Como disse anteriormente, o filme começa muito bem. Os 30 minutos iniciais consegue te prender na história, mas depois nos perdemos em uma tremenda confusão. Uma hora não sabemos se a trama será focada na origem de Jake, no mistério de Ella, na busca pelos sequestrados ou na caça pelos aliens. Talvez a resposta esteja em uma grande equipe de roteiristas que além de Lindelof, tinham Roberto Orci, Alex Kurtzman, Mark Fergus, Hawk Ostby e Steve Oedekerk.

Sempre quando há várias pessoas retocando o script do outro, o resultado acaba sendo uma narrativa confusa que vemos nesta fita.
Já que o roteiro não cooperou, sobram então a presença forte do elenco e os efeitos visuais. Bem, com relação ao elenco, Craig não funciona como Jake. Vemos um personagem totalmente frio, sem aquele ar de herói de faroeste que seria necessário para esse tipo de filme. O interessante é que o personagem seria para Robert Downey Jr., que por conflitos de agenda acabou abandonando o projeto. Talvez, com sua presença teríamos um personagem melhor trabalhado e bem carismático.

Quanto a misteriosa Ella, Olivia Wilde mais uma vez não convence. Sua beleza é inegável em tela e chama sempre o foco da câmera, mas a atriz simplesmente não consegue brilhar. Somente Harrison Ford consegue agradar como o carrancudo Coronel Dolarhyde. Ao lado de Craig, o ator demonstra uma interessante parceria e nas cenas de ação, o ator ainda demonstra que continua em forma.

Finalizando, os efeitos visuais possuem algumas falhas. O visual das naves é interessante com sequências muito bem conduzidas. Mas, quando chegamos nas batalhas, o longa perde todo o ritmo. O visual dos aliens também não é dos melhores. Ora são vistos como seres indestrutíveis e vulneráveis à bala, mas depois começam a ser feridos e inclusive, um corte de faca é capaz de matá-los.

Se há uma coisa que merece a total atenção é a belíssima fotografia de Matthew Libatique, o único ponto forte da produção.

Faltou mais ousadia e energia em Cowboys & Aliens. Um longa que tinha tudo para ser divertido, mas peca feio na falta de ritmo devido a um roteiro fraco e um elenco sem muita inspiração.

NOTA: 5,0/10

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