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Crítica: Planeta dos Macacos – A Origem

Alguma coisa chacoalhou a 20th Century Fox no que diz respeito à produção de seus blockbusters. Há muito tempo, o estúdio vinha tentando emplacar um filme, e tinha um resultado negativo. Mas neste ano, duas grandes produções da casa caíram no gosto da crítica, e coincidentemente, são dois recomeços de duas franquias: X-Men – Primeira Classe e Planeta dos Macacos – A Origem.

Planeta dos Macacos – A Origem é um prelúdio da conhecida série de ficção científica do fim dos anos 60, e que erroneamente ganhou uma versão em 2001 por Tim Burton. Aqui, houve uma total preocupação com o roteiro que consegue manter uma linha narrativa interessante, assim como aconteceu no original.

A trama começa mostrando o cientista Will Rodman (James Franco), que busca a cura para mal de Alzheimer realizando experimentos em chipanzés. Sua pesquisa acaba tendo um resultado negativo, obrigando-o a trabalhar por conta própria. É aí que conhecemos o símio César (gestos de Andy Serkis), resultado de uma das experiências de Will, que passa a desenvolver uma inteligência acima da média.

Dirigido pelo desconhecido Rupert Wyatt, longa coloca em primeiro plano os conflitos de César, que hora se pergunta para Will onde é seu lar de verdade. Quando descobre um outro lado da humanidade, ou seja, o dominador e cruel, César decide agir e vemos se tornar uma grande ameaça.

Toda essa ascensão de César não teria um resultado tão impressionante, senão fosse o trabalho de captura de movimentos de Andy Serkis, o mesmo que deu vida a Gollum em O Senhor dos Anéis. É impressionante como ele conseguiu trabalhar com tamanho cuidado todas as feições de um macaco. Quando criado por Will, César é dócil e tem sempre um olhar carente e acolhedor. Mas, na segunda metade da trama vemos sua transformação, um olhar mais selvagem e duro.

O mais espetacular também é que os macacos foram criados digitalmente, apesar de muitas vezes, várias pessoas, inclusive eu, acharmos que há macacos de verdade em cena. Com certeza, um dos melhores trabalhos em digitalização no cinema. Palmas e mais palmas para a empresa Weta Digital, de Peter Jackson.

Com tanta macacada, o elenco humano acaba sendo ofuscado. Franco, está longe da excelente atuação em 127 Horas. O mesmo acontece com Freida Pinto, Brian Cox, Tom Felton e David Oyelowo, que em nenhum momento tem uma presença de destaque no longa. Mas isso não chega a ser um desmérito, já que o roteiro de Rick Jaffa e Amanda Silver dá o foco total nos símios digitais.

Porém, uma das cenas mais tocantes é de John Lithgow, que interpreta o pai de Will. O personagem que sofre de Mal de Alzheimer tem lindas cenas com César e seu filho.

Para os saudosistas, há algumas referências com o longa original, como a célebre frase “Get your stinking paws off me you damn dirty ape!” (tire suas mãos sujas de mim seu macaco imundo), e um certo nome de uma macaca muito conhecida da franquia, entre outras.

A trilha sonora de Patrick Doyle consegue manter um bom ritmo nos 105 minutos do longa, destaque para a sequência final da ponte Golden Gate.

Respeitando a franquia original, mas trazendo algo de novo, Planeta dos Macacos – A Origem é mais um grande acerto da 20th Century Fox que de novo surpreende em renascer uma franquia há tempos esquecida.
Divertido e com uma boa narrativa, ao lado de X-Men – Primeira Classe, está entre os grandes blockbusters do ano.

NOTA: 9,0/10

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