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Crítica: A Árvore da Vida

Terrence Malick não é aquele tipo de cineasta que visa atingir todo o público de cinema. Seus filmes são conhecidos por serem complexos e filosóficos, sendo direcionados para aqueles amantes de cinema que não gostam de tudo mastigado como a maioria das produções são hoje em dia.

A Árvore da Vida é com certeza sua grande obra, o trabalho mais ambicioso e complexo de sua carreira. É preciso entender todas as questões filosóficas apresentadas nesta trama, que relata as dificuldades dos personagens em lidar com a vida, crenças e obstáculos.

A narrativa que vai desde o Big Bang, foca principalmente na família texana dos anos 50, formada pela casal interpretado por Brad Pitt e Jessica Chastain, além de seus três filhos, sendo o mais velho Jack (Hunter McCracken), o mais complexado e amargurado por sempre questionar a maneira dura que seu pai o trata.
Entre uma cena e outra, vemos Jack vários anos mais tarde, vivido agora por Sean Penn, que tenta superar a morte trágica de seu irmão mais novo que marcou severamente a estrutura de sua família.
A Árvore da Vida pode deixar o público confuso e ser um filme difícil de entender, pois a estrutura linear da trama vai e volta em diversos momentos sem seguir uma cronologia exata. Mas se pararmos para analisar corretamente este filme, Malick deixa que o próprio público questione e busque as alternativas que foram deixadas no ar.
O longa mostra o quão difícil pode ser a vida, os percalços que ela te dá e as dificuldades que todo mundo passa, nos levando a questionar sobre a existência de Deus e onde está sua graça quando somente acontecem coisas trágicas. É quando percebemos que a capacidade de amar é sempre o caminho para a salvação.
As performances do elenco são sensacionais. Brad Pitt e Jessica Chastain representam dois lados. Enquanto Pitt mostra um pai autoritário que sempre busca o melhor de cada filho ao dividir com eles sua paixão pela música, pode parecer duro e insensível, mas percebemos que a figura paterna ama incondicionalmente sua família, embora não demonstre com clareza como a mãe que interpretada por Chastain, mostra uma figura cheia de brilho, haja vista, suas cenas que estão sempre impactadas por luzes e dando amor para seus filhos.
No aspecto técnico, a película é espetacular. A fotografia de Emmanuel Lubezki está irretocável e fica ainda mais fantástica com os excelentes cenários e efeitos visuais. Outro destaque é a maravilhosa trilha sonora de Alexandre Desplat que remete a muitas composições clássicas, a grande paixão do personagem de Pitt.
A Árvore da Vida é um filme repleto de questionamentos, dúvidas e perguntas para serem respondidas no final. Uma experiência única no cinema.
Super recomendado!

NOTA: 10/10

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