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Crítica: Transformers 3 – O Lado Oculto da Lua

Quando lançado em 2007, Transformers me agradou pelos excelentes visuais e por manter um bom ritmo. Porém, os excessos conhecidos de Michael Bay surgiram no fraco A Vingança dos Derrotados, por apenas ser um motivo de colocar os Autobots e Decepticons em ação, e nada mais.

Com a proposta de não repetir os mesmos erros, Michael Bay prometeu dosar um pouco os excessos de explosões, Autobots e Decepticons explodindo tudo que é lugar, e um foco mais na trama. Bem, ficou apenas no desejo, pois Transformers 3 – O Lado Oculto da Luaé uma verdadeira bagunça, para não dizer outra palavra que disse quando saí da sessão.

A trama começa com uma interessante relação com fatos históricos dos EUA anos 60, com a corrida espacial entre os americanos e a URSS em levar o homem à Lua. Quando Louis Armstrong chega ao local, descobrimos que sua missão foi além de apenas chegar na Lua, quando descobre Sentinel Prime, o líder dos Autobots.
Quando chegamos nos dias atuais, acompanhamos Optimus Prime e sua trupe trabalhando junto com o governo americano, enquanto Sam (Shia Labeouf) vive uma vida normal, à procura de emprego, vivendo às custas de sua nova namorada, a bela Carly (Rosie Huntington-Whiteley).
Enfim, a sequência inicial de Transformers 3 – O Lado Oculto da Lua, dava a entender que veríamos uma história mais trabalhada e não apenas desculpas para explosões e cenas de ação, mas tudo se repete novamente. Os mesmos diálogos sem sentido procurando um alívio cômico, uma falta de explicação com alguns personagens (novamente em excesso) e cenas apenas para a história correr, se repetem.
Exatamente aí, está o grande problema do longa, o roteiro que deixa a história totalmente cansativa e arrastada. Não há sentido em um filme como esse, a duração ser de 157 minutos, já que Michael Bay deixa claro que o melhor do filme estão nos efeitos visuais, que mais uma vez é o único ponto positivo na produção.
O diretor explora muito bem o que há de mais novo na tecnologia de computação gráfica e no uso do 3D, apresentando um visual e sequências espetaculares.
Com o foco totalmente para o visual, o script acaba ofuscando personagens que mereciam um total destaque. É triste ver Optimus Prime, o grande personagem da franquia, que além de pouco aparecer, está totalmente longe daquele líder sempre em busca de uma solução pacífica. O que vemos em cena é um sanguinário que não pensa duas em executar um Decepticon. Outro pecado, é juntar no mesmo filme John Malkovich, Frances McDormand e Patrick Dempsey, interpretando personagens sem nenhuma profundidade e que não acrescenta em nada na trama.
Com relação aos principais, Sam não mostra nenhuma evolução desde o primeiro filme, sendo novamente um jovem bobão em busca de independência. Com a saída de Megan Fox, que comprou briga com Michael Bay, entra a bela Rosie Huntington-Whiteley, que apenas se destaca em ser mais linda que Fox, tendo sua atuação um lugar garantido para o Framboesa de Ouro 2012. Mais uma vez, John Turturro como ex-agente Simmons traz o verdadeiro alívio cômico, e sua parceira com Alan Tudyk (Dutch), é perfeita em tela.
Enfim, para quem curte boas sequências de ação e efeitos visuais de última geração, Transformers 3 – O Lado Oculto da Lua é o filme certo. Mas, não vá esperando nada de inovador, tudo já foi visto antes. Inclusive, impossível não comentar uma determinada cena totalmente chupada de A Origem, de Christopher Nolan. Até a trilha sonora é idêntica.
No mais, o longa é um grande teste de paciência para qualquer amante de cinema.

NOTA: 5,0/10

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