O seu blog de entretenimento.

Resenha sobre 1o QG do HQ, evento que mostrou histórico da relação entre quadrinhos americanos e jogos eletrônicos

Aconteceu no dia 9 de abril, na Saraiva Megastore do Iguatemi, Fortaleza, o 1o QG do HQ, evento que teve como temática o que já se produziu em termos de jogos inspirados nas clássicas HQs de super-heróis americanas. Os títulos foram apresentados em uma sequência quase cronológica, com algumas excessões relacionadas ao universo que cada jogo apresenta. Foi um ótimo momento para relembrar os já saudosos anos 90 e seus jogos de plataforma.

Como exemplos dos primórdios dessa produção existem (com a observação de que não coincidem com a lista apresentada durante o evento): Superman (1979),  onde é preciso muita imaginação para enxergar o que está acontecendo e a ação é bem rudimentar sendo que o trabalho do jogador é carregar sprites de pouquíssimos pixels de um lado para o outro e Spider-Man (1982), dificílimo jogo onde você escala um prédio com teias pretas. Não foi possível contar efetivamente uma história digna dos quadrinhos nesses primeiríssimos títulos lançados para Atari, mas isso não demorou a mudar.

Em 1991 no mundo dos arcades já havia Captain America and the Avengers, com um curioso conjunto de personagens e uma ótima expressão do universo dos quadrinhos com direito a onomatopéias, golpes característicos e uma história a ser lida em um divertido jogo de “andar e bater” (gênero Beat ’em up).

Uma franquia ficou especialmente marcada como símbolo dessa relação entre jogos e quadrinhos: Marvel vs. Capcom, que curiosamente começou com um desafiador jogo de luta chamado X-Men vs. Street Fighter, de 1996, que já carrega elementos de jogos anteriores, e teve o nome “generalizado” nos títulos seguintes para Marvel Super Heroes vs. Street Fighter (1997) e finalmente para Marvel vs. Capcom: Clash of Super Heroes (1998). Eternos clássicos do apertar aleatório de botões e de golpes exagerados que foram lançados nesse curto espaço de tempo como “correções” aos anteriores. Neles é caracterizada a imagem dos heróis da Marvel em jogos de luta (influenciada pelos famosos desenhos animados exibidos na época) e foram trazidos os lutadores de Street Fighter em uma forma também muito lembrada até hoje. Em Marvel vs. Capcom: Clash of Super Heroes, há um enriquecimento em termos de personagens e cenários principalmente porque agora o lado Capcom já não era só Street Fighter. Pela primeira vez vemos um cenário de Mega Man em um jogo do gênero. Em 2000 é lançado Marvel vs. Capcom 2: New Age of Heroes, que é muito semelhante ao anterior, mas traz novidades como lutas de trios e gráficos poligonais (3D) em cenários. E finalmente o novíssimo (fevereiro de 2011) Marvel vs. Capcom 3: Fate of Two Worlds para Xbox 360 e Playstation 3 atualiza a série e traz novos personagens da Capcom tomando assim muita atenção da mídia.

Inspirados sempre nos primórdios, infindáveis outros jogos foram lançados tendo como base os quadrinhos. Uma obra de recente sucesso que explora bem esse universo é Scott Pilgrim (publicada a partir de 2004), que começou como HQ e “vazou” para outras mídias (2010), o jogo (para PS3 o.o) é feito para “provocar” os olhos com referências ao “jeito antigo de se fazer games” e por vários motivos é uma homenagem a tudo o que foi citado (e há muita coisa que mereceria e não foi) neste post!

Bons jogos e boa leitura!

Leave a Reply

Fill in your details below or click an icon to log in:

WordPress.com Logo

You are commenting using your WordPress.com account. Log Out / Change )

Twitter picture

You are commenting using your Twitter account. Log Out / Change )

Facebook photo

You are commenting using your Facebook account. Log Out / Change )

Google+ photo

You are commenting using your Google+ account. Log Out / Change )

Connecting to %s